Terça-feira, 28 de Agosto de 2007

o regresso

Curar-me da bulimia...

 

Este tem sido o meu objectivo já à vários meses. Não há um dia em que eu não pense nisso. E cada vez mais chego à conclusão de que se está a tornar impossível que isso aconteça nos tempos mais próximos...

 

Estou a pensar em adoptar o método da "Dieta da Metade", em que se ingere os alimentos que até então se ingeria, com a diferença de comer apenas metade (ou mais um bocadito, vá... não precisamos de radicalizar...). Sei lá... Pode ser que também as compulsões venham para metade...

 

Agora está na hora de me desculpar por não ter passado por cá mais cedo... Bem, estive de férias lá nos Algarves e voltei à pouco tempo. Mas quando cheguei a casa, o meu computador avariou, de maneiras que teve de ir para arranjar... Agora já o tenho, mas o problema não está resolvido, por isso, mais tarde ou mais cedo, voltarei a deixar de dar notícias, porque irá novamente para compor... =SS

 

Mas enquanto o tiver, actualizarei o blog.

 

Bjk

 

Paz.


Domingo, 12 de Agosto de 2007

os laxantes

    Já à vários dias (há mais de uma semana) que não tomo nem um único laxante, e o meu intestino tem funcionado todos os dias. Por isso, posso dizer que recorrerei aos laxantes apenas em caso de absoluta e extrema necessidade.

    Quanto à minha doença, tenho me permitido vomitar apenas uma vez por dia, sendo que hoje não o fiz (apesar de ter tido uma compulsão ao pequeno-almoço - 3 pães + 1/2 litro de leite). Apesar da compulsão logo às 11h, não vomitei, mas também não comi mais nada até às 20h50, momento em que senti fome. Aí fui buscar uma bifana e comi-a, acompanhada de um refrigerante.

    Não quero adiantar grandes planos para amanhã, mas tenciono não ter compulsões nem vomitar. Amanhã será tolerancia zero... Gostava de retomar as aulas com uma complusão / purgação semanal, e não diária. Mas para tal só falta um mês, e não sei se em tão pouco consigo assim tantos progressos.

 

   A ver vamos, minha gente.

 

   Bjk

   Paz.


Quinta-feira, 9 de Agosto de 2007

Olhar para dentro

    Júlia, sei que não estou no bom caminho. Sei que o percurso que tenho à minha frente é ainda extremamente longo. Sei que sozinha dificilmente me curarei. Sei isso tudo. Juro que sim.

 

    Queria tanto conseguir resistir, mas cada vez começo mais a pensar que é impossível. Gostava de ser uma rapariga normal, como era... Por vezes, tento fazer um esforço para me lembrar de como a minha alimentação era antes da doença, e apenas chego à conclusão de que não me recordo. E porquê? Porque naquela altura isso não se apresentava como um problema, mas sim como uma situação rotineira do dia-a-dia. A alimentação era regrada, mas não obcessivamente controlada. Sei que tinha cuidado com a alimentação porque era e tinha muito gosto em ser saudável, mas nada de paranoias. Apenas controlava a ingestão de determinados alimentos (como doces). Tudo o resto era normal: comida, pão, leite, iogurte, fruta, chocolate, manteiga, àgua e eventualmente um refrigerante.

    Agora, tudo está diferente. Tento, de forma exagerada e, consequentemen-te, infrutífera, controlar a ingestão de pão, massa e arroz, assim como de doces, chocolate e refrigerantes. Num momento tento resistir a tudo isto e no outro já estou a comer todos estes alimentos de uma só vez. E pergunto: vale a pena??

    Por vezes, ponho-me a observar as outras pessoas a comer... E dou por mim a pensar: "Será que estas pessoas não têm medo daquilo que estão a ingerir?? Será que ela não pensam na densidade calórica de cada alimento?" Depois penso em como sou forte por não estar a comer aquilo que eles estão a comer, para a seguir vir a culpa de já ter comido tudo o que recusei...

    É tão difícil lidar com estes sentimentos... Arrisco mesmo a dizer que só quem tem um distúrbio alimentar percebe a cem porcento aquilo que aqui escrevo. As outras pessoas (e ainda bem que estás presente, Júlia - não querendo desprezar as outras pessoas, claro) sabem o que é bem e o que é mal, mas não percebem a nossa angústia, o dilema interior com o qual nos confrontamos dia após dia, refeição após refeição.

    Por cada grafada a mais, por cada compulsão, não deixo de pensar na minha família, nos meus amigos e no meu rapaz. Se eles descobrem (principalmente os meus pais, apesar de serem quem me ajudaria primeiro) sei que os abalarei muito. Apercebo-me que sou a filhota do papá; sinto que o meu pai tem um carinho especial por mim. Tem com os meus outros irmãos, tal não se põe em causa, mas sei que por ser a única rapariga ("os opostos atraem-se"), ele acarinha-me mais. E depois penso: se conto, acabarei com esta felicidade do meu papá, por saber que a sua filhota é uma aluna bastante boa, por ter uma vida amorosa equilibrada, por ter uma vida saudável e por passar o tempo de bem com a vida. Eu não posso, nem tenho o direito moral de lhe roubar essa felicidade, de lhe puxar o tapete debaixo dos pés. Ele mata-se a trabalhar para me dar tudo o que gosto a nível material: livros, cd's, maquinetas variadas e afins. A ní-vel sentimental também me preenche. E se eu conto? Tudo se desmorona. Claro que o afecto do meu pai para comigo não acabará, mas reinará a desilusão. E se há coisa com a qual não consigo lidar, é com a desilusão. Não aguentaria olhar para os olhos do meu pai e não encontrar os seus postos nos meus...

 

    Estou assutada, tenho medo do futuro, mas, essecialmente, tenho medo do monstro que me estou a tornar, tudo por culpa da maldita dieta mal conseguida.

 

FICA A ESPERANÇA NO DIA DE AMANHÃ...


Sábado, 4 de Agosto de 2007

A partir de agora...

Bem, vou adoptar um novo método quanto às compulsões. Uma vez que ultimamente tenho vomitado, em média, quatro a cinco vezes por dia, tenho de meter mãos à obra e tentar fazer algo para inverter este panorama.

 

A partir de agora vou tentar ter apenas uma compulsão por dia, por tempo ilimitado. Posso escolher a hora e o momento, mas permitir-me-ei ter apenas uma compulsão. Não importa o tipo de alimento ingerido. A única regra é ser apenas uma compulsão diária.

 

À medida que me for sentido mais confiante, vou reduzindo para dia sim dia não.

 

Os laxantes também passaram a ser apenas um por dia, independentemente de ter comido demais ou não. Um laxante por dia é o suficiente. E a história repete-se: quando me sentir mais confiante, reduzirei então para dia sim dia não.

 

Tenho mesmo de meter mãos à obra e parar de me queixar. Só depende de mim esta cura e o consequente emagrecimento.

 

Bjk


Quarta-feira, 1 de Agosto de 2007

Isto de ter namorados...

   Cada vez acho mais que nao tenho perfil para namorar ou para manter uma relação estável com alguém...

   Está tudo bem com o meu menino, gosto muito de estar com ele e essas coisas todas, mas (e eu sei que é estúpido) sinto falta de estar sozinha, de não ter de dar satisfações a ninguém, de ser completamente livre. Eu sei que é parvoíce, porque ele não é controlador nem exige demais de mim, mas sempre fui demasiadamente independente. Nunca fiz questão de ter uma relação séria, mas, ao que parece, esta está-lo a ser. E tenho medo. A sério que tenho.

   Nunca tive uma relação séria e duradoura, por isso não sei se estas inseguranças são normais no início ou se o problema é meu.

   Sempre que penso no regresso às aulas, penso também em como será difícil manter uma relação. O meu curso é estupidamente exigente; tenho sempre 10 milhões de coisas para fazer ao mesmo tempo e nunca tenho tempo para nada. Já conversei com o meu rapaz sobre isso. Ele diz que entende a minha situação, mas que arranjaremos uma solução, concerteza.

   Os meus projectos de vida nunca incluíram um homem. Nunca. Sempre sonhei viver sozinha, num apartamento ou numa casa, com um filho adoptado (um mulatinho). Sempre sonhei conseguir licenciar-me e exercer a minha profissão (que não será aqui divulgada por forma a manter o anonimato), e uma vez que ela o exige, viajar por Portugal inteiro. Sempre sonhei ser a melhor (também porque a profissão assim o exige) e ser a melhor exige muito esforço e leva muito tempo. Tempo esse que receio não ter para dar ao meu namorado.

   Não quero terminar com ele, porque gosto muito dele, mas também não quero baixar as minhas notas ou passar a vida a pensar que, se até agora não tendo namorado, já não tinha tempo para nada, com namorado, vou deixar de ter vida social. Sim, porque também não me posso esquecer dos meus amigos. Estar com eles também exige tempo e vontade. Claro que esta última existe, sem sombra de dúvida, mas desconfio que a primeira irá faltar.

   E deste desabafo também se pode concluir uma coisa: sofro por antecipação. É o meu mal... Passo a vida a pensar no futuro, em como ele será, como irá ser a minha vida, sempre a fazer planos, esquemas e a delimitar datas... Gostava de olhar não para o dia de amanhã, mas pra o dia de hoje, pois o dia de amanhã ainda não chegou e o de ontem já passou, por isso, só temos mesmo o dia de hoje. Dia que eu estou constantemente a desperdiçar por pensar demais no futuro. E fica a nota: DEFEITO A MUDAR...

 

Bjk


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